AIDS / HIV, dia mundial!

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Hoje dia mundial de combate à AIDS!

Tantas vezes foi alertada a opinião pública sobre este importante tema e importante data.

Já com um conteúdo menos alarmista, manchetes dos telejornais evidenciam grandes avanços. A saúde pública em nosso país é disso participante. As grandes campanhas de tratamento surtiram efeito. A sociedade também se organizou, mantendo entidades de apoio. A legislação produziu seus atos, alguns excessivamente protecionistas, advindos talvez do peso da consciência por descuidos nas ações básicas de saúde, de décadas  em todas esferas do poder público. Foi como um momento catártico, dos ocupantes do poder e de toda a sociedade. O resultado foi satisfatório, hoje o Brasil em seus programas de combate da AIDS / HIV é tido como exemplar. Parabéns a todos nós por estes mais de 20 anos de luta!

Não estamos isolados no mundo, temos laços de cultura, lingua, origem de nossa missigenação com nossos irmãos angolanos. Vejam parte do que a Agência Angola de imprensa traz em sua edição de hoje, devemos nos solidarizar a eles e aos esforços daquela nação africana.

Diz o texto lembrando o porque da data (não comemorativa, mas de alerta) … “A ideia de dedicar um dia à luta contra a Sida no mundo surgiu na Cimeira Mundial de Ministérios da Saúde de 1988. Desde então, a iniciativa seguiram-na governos, organizações internacionais e de caridades de todo o planeta. 

A comemoração da data tem como objectivo despertar os estados, os governos e as sociedades civis das nações, ante o perigo que o flagelo representa, tendo em conta a natureza da infecção e a capacidade da sua rápida propagação entre as populações e as comunidades. 

A reflexão em torno da efeméride remete a sociedade para o incremento de acções multiformes e a todos os níveis, que visam atenuar o impacto da pandemia entre as populações, sobretudo as mais carenciadas”.

Lembra ainda que 75% das mulheres e 85% das crianças em todo o mundo que padecem de AIDS/SIDA se encontram no continente Africano. Depois de relacionar várias políticas de enfrentamento do problema de saúde por aquele país, conclui e exorta: …. “Ao longo dos anos, foram efectuados alguns progressos na luta contra a pandemia na nossa Região.  

Fizeram-se investimentos financeiros consideráveis na resposta ao VIH/SIDA, medicamentos e outros produtos a preços acessíveis passaram a estar disponíveis a todos os países, foram alargadas abordagens inovadoras de prestação de serviços, o activismo deu maior visibilidade à epidemia do VIH/SIDA e as comunidades têm estado na linha da frente da resposta”. 

Mostra os progressos tidos com divulgação de dados oficiais: “… uma redução no número de casos de novas infecções por VIH em 22 países da Região Africana da OMS. Em 2011, quase 6,2 milhões de pessoas estavam a receber tratamento na Região, em comparação com apenas 100 000 em 2003”. …. “o aumento do acesso ao tratamento para o VIH reduziu o número de pessoas vítimas de causas relacionadas com a SIDA. Calcula-se, em 2011, que terão morrido menos 500 mil pessoas por causas ligadas à SIDA na África Subsariana do que em 2005, o que representa uma redução de 31%.  

Os progressos realizados até ao momento foram possíveis graças a uma resposta individual e colectiva de todas as partes interessadas. 

No entanto, é preciso fazer mais se quisermos alcançar a nossa visão de tratar todas as pessoas afectadas, minimizar as mortes relacionadas com a SIDA e reduzir de forma significativa o impacto da epidemia. 

É preciso intensificar e alargar a prevenção do VIH em todos os países, para incluir a promoção da saúde, aconselhamento para a alteração de comportamentos, testagem do VIH, uso de preservativo, circuncisão masculina, eliminação da transmissão vertical e transfusões de sangue seguras”.

Ainda há muito a caminhar para a erradicação dessa doença no mundo. A ciencia tem evoluido, já se consegue um bom controle da mesma, educação e medidas preventivas, têm sido comprendidas pelas pessoas e poderes públicos. Acredito que historiadores futuros considerarão a doença universal um divisor como importância, antes da AIDS  e depois da AIDS, como ocorreu com a sífilis na Europa após os descobrimentos no seculo XVI.

Que Deus nos segure em suas mãos e dê longa existência a todos os humanos!

Eis aqui os dados de acesso a esta fonte, em que poderá também outras notícias sobre o tema naquele pais.  URL http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/saude/2012/11/48/Hoje-Dia-Mundial-Luta-contra-Sida,435f5c05-f695-4461-9105-1c53111b0d91.html

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Francisco Sales

Sobre Francisco Sales

Médico formado pela Universidade de Coimbra (1974), especialização em Tocoginecologia (TEGO) e em 2003 Especialista em Homeopatia pela AMHB. Plantonista do HMI Goiânia de 1986 a 2013.
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