Um doce rápido e fácil.

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banana roxa 2Em um outro post comentei sobre um procedimento para uma melhor conservação da banana. Mesmo assim, ela pode ainda ficar muito maduras e ainda boas, apropriadas para um consumo “in natura”. Todavia podem já nao apresentar um aspecto tão bom, de uma fruta bem firme. O que fazer?
Eis uma receita simples; em poucos minutos terá uma sobremesa excelente!Irá necessitar de umas poucas bananas, até uma meia dúzia, não mais.
Identifique primeiro aquelas bananas que já apresentam muitas pintinhas enegrecidas, mas ainda de casca íntegras, separe-as e corte em rodelas mais ou menos finas. A prata, a nanica ou outra variedade mais adocicada são as mais apropriadas a meu ver.
Em uma caçarola coloque duas colheres de sopa de açúcar cristal para uma banana nanica, aquela prata, sendo menor, irá corresponder a uma colher. Leve ao fogo baixo e aguarde, pode ir mexendo lentamente até aquele ponto em que adquira a coloração alourada do melado.
Vai observar que mesmo não estando todo ele derretido é hora de acrescentar a porção de bananas já cortadas. Acrescente-as na vasilha que tem o açúcar caramelando.  Irá observar a formação de blocos de cristais, deixe a panela sempre em fogo mais lento, mexendo para acompanhar o derretimento desses cristais. A coloração caramelo irá impregnar a banana, esta irá desfazer-se parcialmente, formando uma calda consistente. Nunca acrescente água. Se for de seu gosto acrescente junto com o açucar cristal um pedacinho de canela em casca.banana3
Ainda quente sirva com uma porçao de sorvete. Use-o como entender, sendo pouca porção acredito que não precisará ser guardado.

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Páscoa e peixe

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Aproximando-se o período da celebração da Páscoa, depois de todo o período da quaresma, há tradicionalmente uma maior procura e consumo de peixes. Esta sazonalidade é de natureza religiosa e não climática. É normal a estação determinar o aumento de consumo de um ou outro produto, quando há deles uma oferta maior – morangos comem-se mais na época de morangos, assim também peras e marmelos.

Estamos no fim da denominada Quaresma, o período que se segue ao carnaval e antecede a Páscoa. Hoje nem é tão ligado ao sentido religioso, sua essência mudou. Dos festejos do carnaval, pesquisadores encontram serem originados em cultos à divindades anteriores à era cristã. Logo depois da aliança da Igreja Romana com aquele Império, muitas festas foram cristianizadas entre estas o Carnaval. Segue-se a ele no calendário Gregoriano a Quaresma, em que por preceitos eclesiásticos, desde a baixa idade Média, era proibido o consumo de carnes – de animais de sangue “quente”. Além dessa abstinência forçada das carnes, eram todos convidados ao jejum. Práticas consideradas como sacrifícios individuais para uma aproximação do sofrimento do Salvador  – durante 40 dias afastou-se para um deserto em jejum e orações, após o batismo no Jordão e sua confirmação como o Messias, antes ainda de iniciar as pregações e de operar qualquer milagre. A Semana Santa é a celebração de sua morte e sacrifício pela humanidade com a agonia finalizada na cruz.

O domingo de Páscoa comemora a Ressurreição de Cristo; tem suas raízes nas práticas do judaísmo – veja em Êxodo a décima praga do Egito – com o sentido de Libertação. Para muitas crianças, Páscoa é dia de ganhar ovos de chocolates; algumas aprenderam assim e crescem e mesmo adultas ainda assim pensam. Observo ter ocorrido, desse conteúdo religioso, uma mercantilização . Outras celebrações, não só da fé cristã, foram adaptadas também ao comércio.

Jesus Cristo de Deus Filho, Salvador

Jesus Cristo de Deus Filho, Salvador

A simbologia do peixe para o cristianismo, vai além de sua presença frequente nos textos sagrados. Vem da tradição que diz: nos tempos de grande perseguição em Roma e todo o seu império – tidos como subversivos da ordem, os seguidores de Jesus de Nazaré se acautelavam. Estes ao se encontrarem nos caminhos, um desenhava com o cajado um meio arco no chão, se o interlocutor completasse com outro de concavidade oposta – formava a representação de um peixe. Não haveria nem segredos nem simulações entre ambos então, caso isso não ocorresse o primeiro arco não passaria de um risco qualquer sobre a terra.

A explicação é que Peixe em grego (ichthys) contém as iniciais de Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. No contexto da celebração da Páscoa, é o peixe bem mais cristão do que o chocolate, o ovo e o coelho. Mas pode-se até discutir: Páscoa nos dias atuais tem ainda a conotação religiosa ou acaso tornou-se unicamente no apelo comercial de um segmento da indústria?

Estes pensamentos eu os deixo aqui como um aperitivo ou uma taça de bom vinho na celebração de sua Páscoa, sendo você cristão ou não. Para seu almoço continuo falando de peixe.

O consumo de peixe é de todo saudável e nós os brasileiros estamos muito aquém na cota desse alimento. O Bacalhau (gadus moruha) tem suas vantagens. Sua conservação é feita sem aditivos, não se lhe acrescenta química ou conservantes, exceto o sal, o vento e o sol nos estendais da seca do bacalhau. Sua origem é de águas profundas e frias do mar do Norte.  De longa data os maiores exploradores desse pescado são os islandeses, noruegueses, portugueses e espanhóis.bacalhau

Seu consumo em Portugal é tão comum que até foi incorporado em algumas expressões típicas como: “em águas de bacalhau” – quando se refere a alguma coisa a que não se deu muita importância; “apertar o bacalhau” – convidando alguém para um cumprimento amistoso, de mão estendida, um aperto de mãos.

Nós o conhecemos, quase tão só, seco e salgado. Isto traz um cuidado na sua dessalga (extração do sal). Seu preço é um tanto elevado. Quando o adquirir e assim pensar, lembrar-se que depois da dessalga e já demolhado seu peso aumenta em torno de 30 %, considere isto como vantagem no que pagou! É um bom desconto!

Aproveite e escolha algum corte de maior espessura e quanto mais seco melhor (há alguns fungos que persistem, quando a seca não foi bem conduzida, e dão uma tonalidade madeira no bacalhau). Para dessalgar gastará muita água em trocas sucessivas por umas 48 horas. Depois disso, as postas podem ser guardadas no congelador, facilitando seu uso.

Há inúmeras maneiras de fazer-se o bacalhau. Quase todas, depois desse processo e retirada ou não da pele, usam aferventá-lo, reservando essa água para o cozimento de arroz branco ou dos legumes que o podem acompanhar. Pode ser bem acompanhado tanto de arroz, como de batatas (assadas, guisadas, sauté, em puré). É um peixe que pede sempre um pouco de alho e um generoso azeite, escolha o de menor acidez.

Lembrando dos melhores acompanhantes do Bacalhau, o azeite e o vinho, veio-me à lembrança dos lagares onde eram esmagadas tanto as uvas como as olivas para extração ou do azeite ou a produção do vinho. Busquei então esta receita de Bacalhau a Lagareiro.

Para 4 pessoas INGREDIENTES:
2,400 kg – 4 Lombos de Bacalhau Dessalgado ( ou 2 kg de Lombos de Bacalhau Salgado e Seco )
1 xícara de leite
4 dentes de alho, cortados em rodelas finas
sal (?) e pimenta do reino a gosto
suco de 1 limão
2 ovos batidos farinha de rosca (pão ralado) para envolver
2 colheres de sopa (30g) de manteiga de leite
1 ³/4 xícara de azeite extra-virgem
MODO DE PREPARAR: ( Se o bacalhau é salgado e seco, deve antes ser dessalgado conforme as instruções. )
Colocar os lombos de bacalhau em um refratário com água a ferver por 5 minutos.
Retirar as peles e os espinhas e cortar cada lombo em 2 postas.
Em uma travessa, colocar o bacalhau, regar com leite, temperar com alho em rodelas, sal, pimenta do reino e o suco de limão e deixe de molho por 2 horas. Pré-aquecer o forno em temperatura média (180°C). Escorrer as postas de bacalhau, reservando o leite.
Passar nos ovos batidos e, em seguida na farinha de rosca, procurando envolvê-los por completo. Distribuir as postas de bacalhau em uma travessa (que possa ser levada ao forno), colocando sobre cada um deles um pedacinho de manteiga.
Regar com um pouco de azeite, mas sem cobrir as postas de bacalhau, e com 2 colheres(sopa) do leite reservado.
Levar ao fogo e assar, regando de vez em quando com o molho que se forma no fundo da travessa, até o bacalhau ficar bem dourado.
Retire do forno e sirva com Batatas a Murro e salada.
  

Para quem se assusta com o preço do Bacalhau, apresento os peixes de nossos rios, de grande sabor e múltiplas possibilidades de preparo: Tambaqui, Pacu, Caranha, Matrinchã, Tucunaré e outros, todos excelentes para um saboroso assado.

Eis como faço: escolho um desses peixes, entre 2 e 3 kg.  Na compra cuido de ver suas guelras, o brilho dos olhos e a consistência da musculatura. Não o descamo, depois de eviscerado, por dentro ao longo de sua coluna faço um corte sem ultrapassar o couro, prolongando em toda parte mais carnuda da cauda. Isto facilita a penetração dos temperos.

Depois de bem lavado, rego com o suco de uns dois ou três limões e o deixo um pouco de espera a escorrer.Para um tempero, junto uns 3 dentes de alho, uma cebola grande partida em 4, algumas folhas de hortelã, cheiro verde a gosto, 3 colheres de bom azeite e folhas de manjericão, levo tudo ao liquidificador acrescentando o sal suficiente.

Esse caldo despejo na barriga aberta, forçando para que entremeie no corte feito antes, regando por sobre a pele, perfuro o dorso ou lombo; vai escorrer na bandeja, o que não é problema.Uma cebola cortada às rodelas, algumas batatas em fatias não muito finas, um raminho de alecrim e alfavaca e uma ou duas bananas bem firmes partidas ao meio em seu comprido, faço o enchimento de sua barriga.Ponho numa assadeira refratária, funda o suficiente, coberta com papel alumínio.

Levo ao forno para assar (180 graus). Uma boa substituição do papel alumínio, para quem tem facilidade de obter, é envolver o peixe em várias camadas de folhas verdes de bananeira. Tanto o alumínio quanto essa da bananeira retiro depois de cozido e volta ao forno para dourar, até a pele soltar-se em bolhas. Nessa segunda etapa de forno, acrescento batatas previamente cozidas para guarnecer e secar o excesso de molho que forma.

Todas as vezes que o servi agradou.  Fica bem aromático. Acompanha o trivial arroz branco ou arroz de tomates. O vinho fica por sua escolha. Bom proveito.

 

 

 
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Ghee

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Se há um assunto que muita discussão trouxe na medicina e no conhecimento de domínio público nos últimos tempos, este tema são as gorduras.

No século passado o óleo extraído da soja foi introduzido na culinária de todo o mundo. Isto foi no momento de euforia do agronegócio, até hoje de presente importância econômica. Interesses multinacionais e muita publicidade fizeram com que outros óleos e gorduras fossem relegados e os de origem animal execrados.

Não podemos manter uma venda nos olhos! Sabemos que o capital subsidia a pesquisa e esta é utilizada não só para o benefício geral. Mas sim, vezes outras, para beneficiar outros interesses.

As gorduras estão presentes nos alimentos e seu preparo em todas nossas culturas. Livros sagrados das diversas religiões considerarem-nas agradáveis à divindade.

“… Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta.” (Gênesis, 4. 3-5). Em Levítico encontramos as ordenações de como devem os Levitas preparar o sacrifício: “O sacerdote arrumará os pedaços, inclusive a cabeça e a gordura, sobre a lenha que está no fogo do altar. … É um holocausto, oferta preparada no fogo, de aroma agradável ao Senhor.” (Levítico, 1.12-13). Na Índia os rituais, contemplam o uso das gorduras e em especial do Ghee a que honrosamente dão o nome de “língua dos deuses” e  “umbigo da imortalidade”.

Consideradas como nutritivas, também sinal de prosperidade e fertilidade. Até nos nossos dias uma terra fértil é denominada de “terra gorda”.

Em nossos dias aquelas de origem animal estão relegadas e até mesmo insultadas como prejudiciais e maléficas. Muitos trabalhos científicos foram realizados em diversas populações concluindo da correlação delas com as doenças cardiovasculares. Todavia, trabalhos mais recentes trazem informações de que está no genoma individual este “destino” de adoecer com formação de placas de ateromas nos vasos, que diminuem ou dificultam o fluxo do sangue pelo organismo, ou desprendem coágulos que irão entupir mais adiante – sua herança genética.

Desse confuso caldeirão, quero aqui apresentar o Ghee indiano. No Brasil temos uma correspondente – a “manteiga de garrafa”. E o que é? – A própria manteiga do leite “clarificada” da qual foi retirada toda água e os conteúdos sólidos das proteínas, dos pequenos coágulos.

Para os hindus um brahmane em viagem para se alimentar, não sabendo a procedência e quem manipulou o alimento, só o pode fazer se este estiver cru e com casca. Mas se preparado em ghee, está liberado. (Mesmo tendo sido preparado por casta inferior, é transformado em alimento superior).Para eles as vacas são sagradas e representam a alma: a única gordura de origem animal que consomem é a manteiga de seu leite clarificada. Nas celebrações de casamento uma tradição de prova de virilidade, entre os convivas de sexo masculino, é a de comer, de uma assentada, a maior porção de ghee …

Há referências de uma tribo, os Hunza, que habitam as encostas do Himalaia, cuja expectativa de vida é de 115 ou mais anos; longevidade curiosamente atribuída aos hábitos alimentares com dieta rica em manteiga de leite, kefir e iogurtes, juntamente com grãos integrais.

Nos anos noventa participei de um curso de iniciação em  Ayurveda. O instrutor indiano, médico ayurveda ensinou a produzir o ghee. Afirmou que, dentre outras virtudes, quando usado diariamente em cada ouvido, com o tempo, elimina o zunido e previne a surdez.

Eis como ele nos ensinou: busque a manteiga de leite mais purificada que encontrar no mercado, sem sal (uns 4 tabletes ou 500 g). Leve então em fogo brando para derreter dentro de panela de preferência inox ou esmaltada. Irá derreter e aos poucos entrar em fervura, formando incialmente bolhas grandes que depois se aglutinam como numa renda e descem ao fundo. Espere que, depois dessas bolhas grandes, haverá formação de pequenas e finas bolhas; estas também formarão fina renda e você notará um precipitado acaramelado através do dourado do ghee líquido.Ghee

Está pronto o Ghee. Possui um aroma que lhe é próprio. Escorra para um recipiente de vidro, com suavidade para que não se misture também o depósito. Após esfriar ficará talvez cremoso, dependendo da temperatura ambiente. Pode ser mantido fora da geladeira por até 5-6 meses sem perder suas qualidades.

Para que serve? Utilizar em substituição das margarinas e a própria manteiga no desejum ou café e na confecção de alimentos. Ele tolera temperaturas elevadas sem se degradar como os óleos de origem vegetal. Ele também não requeima a fritura. É de mais facil digestão, aumenta a produção de suco gástrico e estimula uma mais rápida secreção biliar. Dá sabor todo próprio na “batata sauté”.

É nos alimentos que temos as fontes de energia para as atividades. Cada grama de glicídio ou de proteinas vai converter em 4 kcal, já as gorduras produzirão 9 kcal/g.

São também as gorduras importantes na formação de muitos de nossos hormônios, há vitaminas essenciais à nossa vida que só são absorvidas com essas gorduras ou óleos. As lipossolúveis. Para uma boa e saudável alimentação devemos buscar que seja ela constituida dos três grupos de que se compõem os alimentos. Em tudo sempre com equilíbrio.

 

Fontes:  wise geek, The times of India, A história da manteiga

Francisco Sales

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musa

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A conservação das frutas é de suma importância, para que as tenhamos sempre bonitas, frescas e sadias.

Certa vez alguém me observou que as bananas quando guardadas em separado e não mantidas na penca elas se conservam por mais tempo. Fiz a experiência e confirmei ser verdadeiro.

banana3Ora, nós os tropicais  somos acostumados ao consumo de bananas. É tão comum o seu uso! Tanto que nossa cultura adicionou à linguagem algumas expressões: “a preço de banana” – quando algo está muito em conta, ou mesmo barato.  Hoje banana não é tão barato assim. Lembro-me quando criança de que a  banana nem era vendida, pois todos tinham uma touceira em seu quintal. Velhos tempos! Outra expressão nossa : “isto é bananeira que já deu cacho” quando alguém na vida pública já nem tem mais serventia. Lembrando que cada bananeira floresce, dá frutos uma única vez; depois é cortada e de seu cará (rizoma) surgem os brotos (filhos e netos).

Pois bem, esta fruta é de grande valor na alimentação, rica em potássio e vitaminas  A, C e o grupo de vitaminas B; conforme seu teor em açúcares é mais ou menos calórica, entre estas estão: a ourinho e a nanica    na verdade as de paladar mais adocicado.  A banana é uma fruta completa. Todo nome tem seu significado, reparem o que significa o nome da banana: seu nome  científico é musa paradisiaca e musa sapientium (da sabedoria), isso fala algo para você? banana roxa 2

Com as grandes navegações de portugueses e espanhóis, foi trazida para nosso continente e aqui vingou de tal forma, que passou a identificar a América Central. Sua importância econômica determinou expansão de latifúndios, no período da United Fruits Company e depois lutas de gerações de oprimidos. Forjou-se dai o pejorativo de Repúblicas das Bananas.  

Há relatos em textos de medicina que reconhecem e enaltecem esta fruta, como de cura total de sindromes de má-absorção e sua consequente desnutrição em crianças, com uso exclusivo de banana, como refere o Prof. Alfons Balbach em seu livro As frutas na Medicina doméstica, SP, 1975. Onde há crianças ou idosos ela não deve faltar.

Essa fruta não se conserva bem na geladeira. Eis uma sugestão para sua conservação por um prazo maior, mantendo-se íntegra e sem podridão. Ao escolher banana, em feiras ou mercados, prefira as que ainda não se encontram muito maduras, nem estejam saindo da penca. Bem firmes, sem estarem amassadas. Quando transportadas dos produtores e armazenistas, com frequência elas não são protegidas em embalagens e o peso de um cacho sobre o outro acaba danificando alguma banana nele. Você em casa, com uma faca, ou pegando uma por uma, retire-as deixando ou todo aquele pedúnculo que a prende à penca ou um bom pedaço dele. Para isso é preciso que ainda estejam firmes. A razão de assim conseguir que durem mais é que a banana quando vai amadurecendo, a casca fica bem macia, frágil e com o próprio peso separa-se da penca ou se quebra ali. Por essa porta de entrada fica exposta ao ar, ocorre a oxidação e seus açúcares começam a fermentar;  vem o apodrecimento. A casca mantida íntegra, na banana isolada, não sofre esse processo e permanece inviolada e sadia, com seu aroma e sabor.

IMG_8073Claro, se você vai utilizar a banana ainda verde, para algum cozinhado típico, ou utilizar a casca para uma receita inovadora. Esta será encontrada nalgum blog de nutricionista, o que será de todo elogiável, porque desperdiçamos muito em variedades de alimentos por uma simples questão cultural. Nas margens do rio Cuiabá e região do pantanal matogrossense, faz parte da culinária local um guisado com bananas verdes, que acompanha tanto peixes, quanto carnes. No combate à desnutrição, descobriu-se, que tanto a casca quanto estas folhas do “coração” ou “umbigo”, de onde florecem as bananas formando o cacho, produzem pratos ricos e saborosos.

Inove, pesquise e crie.

Francisco Sales

 

 

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muito simples

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A nobre laranja

Agora neste período de verão no nosso hemisfério, precisamos estar atentos ao consumo de frutas e à ingesta de abundante quantidade de líquidos;  além das recomendações habituais de acautelar-se com  excessiva exposição ao sol, evitando lesões de pele, desde a queimadura às outras que assustam como o câncer de pele. Estas acontecem mais por exposiçõesrepetidas e sem proteção ao sol,  são mais lentas e demoram anos para se diferenciarem até ao câncer. Protetor solar é equipamento tão importante quanto o short ou bikini.

Esta nobre fruta tem sua origem também na Ásia. Na China tem-se referência dela no ano 2000 A.C. As migrações dos povos favoreceram a difusão e presença dessa fruta em outras partes do mundo. É até cômico e simples imaginar,  os povos ao migrarem levando laranjas como alimento. Quando comemos ou chupamos a laranja,  se estamos no campo, atiramos suas sementes fora. Imagino as ordas de mongóis, Alexandre o Grande, hunos e outros, além dos comerciantes da rota da seda, fazendo semeadura das laranjas! Alcançou a Europa na idade média, provavelmente levada pelas expedições de Marco Polo.

Vejam qual é a fruta que ornamenta o brasão do príncipado de Orange, que no século XV vem dar origem ao Reino da Holanda. Confirma a nobreza desta fruta! Lembrar que os holandeses sempre foram um povo de mercadores, fundaram grandes companhias mercantis intercontinentais.

Aclimatou-se muito bem na região do Mediterrâneo. Hoje é conhecida como a fruta símbolo da Espanha. Ainda hão de disputar com os holandeses que mais prestigia a laranja! Podemos lembrar alguns de seus parentes com nomes de localidades dessas terras banhadas pelo mediterrâneo, a tangerina (de Tânger), bergamota (de Bérgamo), o limão siciliano. O mascote da copa do mundo de futebol na Espanha era o Naranjito!

Está entre as frutas mais consumidas e utilizadas em todo mundo. Ela nos alimenta e refresca. Suas qualidades são por demais conhecidas: hidrata e é rica em vitaminas  A, B, C, e pró vitamina D, além de minerais  como potássio, cálcio, sódio e fósforo.

Como se pode concluir eis um par perfeito para o sol do verão e o nosso metabolismo, o crescimento das crianças, fortalecimento da estrutura óssea de todos, também e  – principalmente -dos idosos.

Outra virtude desta refrescante fruta (e de seus parentes cítricos) é vir envolta em uma casca. É rica em óleo cítirico, muito aromática e pode ser utilizada na feitura de chás, refrescos e é também de grande versatilidade em culinária. Pode-se tanto utilizar laranja fresca – na forma de raspas, ralando  ou retirando superficialmente, sem a parte branca da laranja, como resseca, desidratada. Para que se tenha sempre à mão e para qualquer eventualidade, eis como  pode ser feito: na feira, pegue com quem descasca as laranjas uma porção daquelas fitinhas longas, lave-as, deixe enxugar em local bem arejado, no varal da roupa, por exemplo. Ai mesmo elas poderão ainda ficar até desidratarem, pegando um tom caramelado, ficam firmes e quebradiças.cascas (raspas) de laranja001

Depois de bem sequinhas, já sem nada de umidade, com uma tesoura de cozinha ou outra, retalhe em pedaços bem miúdos, ou triture-as entre as palmas das mãos. Estando bem desidratadas guarde-as para qualquer ocasião.

Com um meia colher de sopa dessas raspas, em um litro de água fervente, acrescente-as, junto com umas poucas folhas de manjericão, alecrim, mais uma a duas colheres mal cheias de açúcar – fora do fogo – tampe e deixe abafado por uns minutos. As raspas e as folhas irão voltar a hidratar e deixarão sua essência, com o bom cheiro e sabor. Bom de sabor e digestivo, se guardado em geladeira será um ótimo refresco.

Estas raspas acrescentadas nos molhos e marinadas para carnes dão um toque todo diferente.  Combinam  bem com outros temperos. Experimente em seus pratos natalinos.

cascas (raspas) de laranja003

 

Para apreciar laranja na  literatura nacional que você pode acessar  laranja da china 

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para qualquer hora

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uma sopa de agrião

29 de novembro de 2012 às 1:41

 

Com o aproximar das festas de fim de ano, das férias da criançada que estão mesmo à porta; chegado em casa com pouco tempo, quando o supermercado já está longe,  reconfortar depois de um dia cansativo, sem aquela disposição para sair e ir encontrar pessoas…, nada melhor que ter na “hora de matar a fome”, por estes e tantos motivos, deixo aqui uma sugestão de preparar uma sopa de agrião.

O agrião é um vegetal que se desenvolve em terrenos úmidos, ou diretamente sobre água; tem virtudes como diurético, é rico em ferro, iodo e vitamina C. É mais comumente utilizado em saladas. Seu sabor é um tanto  picante e levemente amargo. Já os gregos e romanos muito consumiram dele. Para se ter uma confirmaçao de seu alto uso medicinal, basta lembrar o xarope de mel e agrião!

Deve-se ter atenção com sua limpeza, mesmo aquele de origem controlada sem agrotóxicos. Se não tem a horta de varanda ou sacada, na feira ou mercados irá encontrar o agrião aos molhos, um desses será suficiente. Primeiro separe as folhas dos talos, lave-os em água corrente, como todas outras verduras e folhas das hortas. O talo que é mais rico em minerais, principalmente iodo, pode ter um tempo de cozimento, devendo ser também aproveitados. A vitamina C (contida mais nas folhas) é  termolábil e não resiste à fervura.

Pois bem: como toda sopa, esta também depende o seu paladar dum conjunto de sabores em que os temperos têm voz imperativa. Não precisa exceder. Eis como fazer.

Umas quatro batatas médias, postas a cozer em pressão com casca (mesmo se orgânicas) bem lavadas, a casca deixa um toque no sabor da batata. Depois de cozidas e retirada a pele, são esmagadas ou batidas em liquidificador. Nesse tempo já tem pronto um bom refogado só com alho, cebola, em pouco oleo ou azeite. Acrescente aí água já quente, esta pode ser juntada às batatas, quando batidas no liquidificador. Volte com a mistura ao fogo, acrescentando os talos picados finos, logo depois de começada a fervura, acrescente as folhas lavadas, inteiras ou rasgadas, regue com uma porção de azeite, mexa para homogeneizar os ingredientes, tampe e desligue. Alguns minutos depois as folhas estarão murchas e nao cozidas. Antes de servir pode juntar uma leve pitada de erva aromática.

Faça bom proveito.

Francisco Sales

29 de novembro de 2012 às 1:41

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o molho de escabeche

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Um excelente molho para acompanhar peixes 

24 de novembro de 2012 às 23:28

É saboroso, de bom tempero, não leva sal. Acompanha bem sardinhas assadas ou fritas, o peixe espada grelhado, o carapau, a pesacada ou merluza grelhadas ou empanadas.

Numa frigideira coloque uma boa porção de bom azeite, já tendo picado vários dentes de alho em partes bem finas, assim também a cebola média, cortada fina em meia-lu, põe a refogar, acrescente umas duas ou tres folhas de louro rasgadas e abafe, logo que murchar a cebola e o alho estiver alourando, acrescente uma ou duas colheres de sopa de vinagre de fruta e apague o fogo. Regue a porção de peixe e delicie.

Aumente o consumo de peixe que fará muito bem. É excelente fonte proteica, do ácido graxo ômega 3, de vitaminas ADE. A Organização mundial de saúde recomenda que a dieta deve conter pelo menos 12 kg de pescado por individuo ao ano. É de muito mais fácil digestão que a carne. A dieta dos povos do mediterrâneo e de todos insulares é muito superior a isto.

Uma atenção especial para quem vai consumir: o sabor por vezes desagradável que se observa mais em alguns peixes de couro se concentra na gordura sob a pele e em todos eles de escama ou couro nas bordas da barriga. Com uma boa faca é fácil retirar, tanto no adquirido congelado como naquele fresco.
 

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