Simples e natural

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Desde os primeiros tempos do homem organizado em sociedade e agrupado em suas vilas, cidades e metrópoles, ele não tem pleno controle sobre fenômenos naturais e suas consequências. Estes até foram os promotores também da própria urbanização e instigadores de grande valia do grau de desenvolvimento que temos hoje. Estes fenômenos levaram o homem a se ajustar, adaptar-se, dominar, tirar proveito, facilitar a sua vida. Superar desastres naturais foi e continua sendo desafios para a mente humana.

Nossos hábitos e modo de vida – consumista e explorador – trazem malefícios gerais, voltando estes contra nós mesmos. Por nós mesmos transformarmos em desastres o que nem teria esse alcance. Tenho para mim que muitas vezes porque deixamos de ser observadores racionais e não aprendemos nem praticamos aquilo que a simplicidade tem de abrangente. Nestes tempos chuvosos em nosso hemisfério sempre sou instigado com algum pensamento sobre as causas disso. Em nossas cidades de qualquer tamanho que sejam, uma chuva mais intensa ou mais demorada causa transtornos como se fora de proporções muito maiores. Hoje resolvo aceder ao pensamento inquietante e registrar, depois de uma demorada relutância.

O que observamos? Os grandes e até pequenos aglomerados urbanos não dimensiona, ou o fazem mal, a área impermeabilizada para uma suficiente drenagem das águas derramadas pelos céus. O curso natural e primitivo dos mananciais regularmente são modificados e não são preservadas, nas margens destes, as áreas de escape, que formam um complemento do leito ou calha. Pelo contrário são objeto de ocupação e especulação imobiliaria, quando deveriam ter como destinação: áreas verdes, parques etc.  Como consequência: as inundações, alagamentos de ruas, transbordamento de rios; bens e pessoas sendo arrastados por caudal de águas que ocupam as vias públicas. Os lixos, que produzimos e descuidamos, são também ai carreados. Os leitos dos rios externos à área urbana, destino final dessas águas, vão sendo assoreados. Diminuem ainda mais suas calhas.

Pura falha atávica em observar. Constatação: a bela vegetação ciliar em qualquer manancial só existe porque seu leito não é impermeável. Isto equivale dizer que por onde a água passa, parte de seu volume vai impregnando o solo e traz vida continuando a ser água em todo o seu ciclo. Mesmo que haja uma precipitação maior os mananciais têm capacidade e mecanismos de ajuste. A força da correnteza será determinada pela topografia e volume do caudal contido na calha.

Nas áreas urbanas, impermeabilizadas pelas vias publicas e edificações, fica oferecida para escoamento das águas das chuvas um leito plano, o das pistas de rodagem. Dependendo também da topografia, essa corrente é conduzida e aumenta a cada metro o seu caudal e em consequência a sua força. As galerias pluviais existentes não são capazes de absorver. boca de lobo

A meu ver: 1)  o sistema de captação capilar das galerias pluviais confirma ser insuficiente; as  “bocas de lobo” são distanciadas e nem sempre locadas nos pontos de confluência de desníveis de terreno. 2) Não é  levado em conta que quanto mais entradas houver para a galeria subterrânea, menor será o caudal em via pública e em consequência a sua força de carrear lixos e detritos; 3) com isto preserva-se então a capacidade de escoamento de toda a malha de captação pluvial. 4) Grandes extensões de terreno são impedidas de receber água por estarem cobertas pelas edificações e vias, vão desidratando aos poucos.

Uma solução simples:  1) esses canais subterrâneos (hoje também impermeáveis) se confeccionados em material poroso e aplicados por sobre camadas sucessivas de maior a menor granulação, técnica que permite uma suave absorção da água levada por esses dutos. 2) Teremos como resultado uma expressiva diminuição do volume carreado na distância e uma otimização do uso das águas que, naturalmente filtradas, irrigarão a vegetação superficial das avenidas, canteiros e praças, sem nenhum risco de caudal violento, de voçorocas. 3) Os ribeiros, córregos e rios ou lagos receptores finais das águas das chuvas acolherão um menor volume dela e o impacto no ambiente e na vida das pessoas se reduz.  prejuizos

Imaginando uma hipotética equação em que um duto com suficientes dimensões, escoa 10 litros de água por minuto – que no percurso de 2 metros deixe vazar por seus poros 1 litro de água – necessita somente de correr numa extensão de 20 metros para ao fim dele já nem conter mais água. Isto equivale a que numa distância de 200 metros ter-se-ia 100 litros de água absorvidos pelo solo anteriormente seco e impermeabilizado em sua superfície. Simples a consequente ilação e conclusão.

Numa visão de uma melhor efetividade desse sistema de galerias pluviais podem-se prever áreas como bolsões mais amplos somente alcançados quando o volume de vazão superasse um certo limiar; também construídos sobre base filtrante como as dos dutos e canais, como um “ladrão”.

Este meu pensamento identifica também que os custos iniciais, para realizar um plano assim, serão mais altos. No entanto, se houver normas rígidas definidas pelo competente organismo e respeitadas pela administração e nelas contemplasse por exemplo que  as “bocas de lobo” sejam abertas a cada distância definidas. Critérios técnicos devem ter em conta a média de precipitação num determinado período, ajustando para os máximos históricos ocasionais. As cidades em sua expansão terão de respeitar os leitos naturais dos mananciais e suas áreas de escape, depois observar uma relação da área coberta por edificações e vias públicas e uma extensão X de galerias pluviais, com as características aqui propostas.

Com essas atitudes e medidas, creio o nosso convivio com os fenomenos naturais não serão considerados tão danosos e ficaremos atentos para nos cuidar e lamentar os verdadeiros desastres. Hoje devemos lamentar mais o descaso, a ganância, a corrupção, o consumismo e o desperdício.

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Movimentos e variações

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rua Aurora - Pirinópolis GOOs movimentos que observamos em nossas vidas são extremamente curiosos. São algumas justificativas para o período de meses que estive afastado sem produzir nestas páginas. Não é um desistir, mas um intervalo nos meus movimentos. Comigo acontece de buscar atenção num projeto e então nele me debruço. O fervilhar em minha mente dessas ideias me levam a não me esquecer de outras sendas que também quero percorrer. Ai, acaba o tempo sendo pouco; a atenção em múltiplos focos, mesmo tendo energias suficientes. Verifico que a distância entre o querer (a motivação) e o ter de aprender, reaprender, ou descobrir alonga mais o tempo gasto em achegar a algum ponto desse caminhar. Há intentos que sempre acalentei em meu imaginário ou fantasias: sonhei escrever algumas coisas, temas variados. Não abandono a ideia de algo mais consistente – do que vi, vivi ou observei. Minha atividade clínica  me proporcionou um grande repositório de informações e vivências de pessoas confidentes. Quando me ponho a relembrar fatias ou retalhos dessas confidências ou relatos, identifico-as como únicas e especiais; todas retratando a alma humana. Um dia desses me debruçarei sobre isso. Ararinha e mangaA homeopatia veio enriquecer muito mais esse baú, talvez mesmo uma caixa de Pandora da mitologia em que continha todos os bens e virtudes, mas que só lhe restou a esperança. Porque na busca de compreender a pessoa como ser único e com sua forma própria de reagir, no anímico e no físico ou corpóreo, tem-se claros episódios e fatos reveladores ou transparentes dessa caixa de virtudes e vícios. A clínica que pacientemente conduzo abre caminhos para um conhecimento e informações por vezes guardadas sem segredos, mas mantidas em sombras (recônditos de almas). Quando me decidi e me dediquei no projeto dessa página Boa Saúde foi num intervalo entre um longo recesso e o retorno à atividade no Hospital Materno Infantil. Fiz buscas sobre temas e levantamentos em pesquisas respeitáveis para algum texto de conteúdo. Em final de 2013 saiu minha reforma ou aposentadoria (minguada). Começou assim outro momento, vi espaço e janelas de tempo que eu poderia também avançar e conquistar. fazenda-e-por-de-sol1.jpgPerguntei-me porque não fazer algo diferente e que na minha “capanga de desejos” sempre constava – um dia vou buscar aprender artes visuais. Sim apesar dos cabelos brancos sentei-me junto com alguns outros animados mais jovens, começando a brincar com cores e formas. Digo que valeu a pena ter essa coragem e decisão. Compensou o prazer de hoje já conseguir produzir algo. Isto ocupou o tempo, sem me esquecer do projeto Boa Saúde. Por enquanto vou pendurando nas minhas paredes.

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justificando

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20140308_164623“Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos e o teu coração guarde  os meus mandamentos; porque eles aumentarão o teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.”  Prov 3,1-2.
  “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos.”  Prov 3, 7-8.

Quando me coloquei o desafio de trazer a público ledor alguma coisa do que me parecesse importante, com uma meta de orientar (coisa de pessoa velha), defini uma abrangência grande de interesses. Isto há um ano e pouco atrás estando em gozo de licenças prêmios acumuladas. Aguardava, então,  a esperada aposentadoria no serviço de saúde do Estado. Terminaram as licenças e tive que reassumir a atividade num compasso de espera para a concessão do meu direito.
Finalmente agora em Janeiro recebi o meu primeiro contra-cheque em uma nova categoria funcional – “Quadro inativo” !

lareiraLancei ao alto no Ano Novo o meu crachá funcional, que veio cair sobre o lustre  e até hoje lá está!
Passa-se boa parte da vida num trabalho árduo, aguardando sempre um reconhecimento e compensação financeira. Planos de carreira e salários, sempre prometidos por ocupantes transitórios do poder e comando, mesmo aqueles que nele se revesam. Passa-se o tempo e tem o inativo que acostumar-se com alguma redução significativa de seus ganhos.
Antes de sair o esperado edital alimentava a ilusão de que o prometido plano chegaria em tempo. Nada aconteceu, nada deverá acontecer por esses dias mais próximos.

Este estado de ânimo e um período que de agora em diante dedicarei a um maior convívio com os meus parentes e amigos mais chegados, me fizeram distanciar o contato com vocês.

A vaidade de querer ombrear alguma tarefa me manterá por aqui consciente todavia das minhas limitações, sem todavia sofrer por tê-las.
O objetivo destas páginas é o poder servir a alguém, sem a contra-partida do ganho!
Tentarei atualizar minhas buscas e sínteses e dentro do possivel trazer aqui, tendo já como paga “saúde para o meu corpo e refrigério, para os meus ossos”, da citação bíblica.

Que o Senhor os guarde a todos e lhes conceda Paz e Saúde!

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Ponto de vista

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O que tem acontecido nesses dias no Brasil tem suscitado opiniões e análises diversas e discordantes. Claro que direito de opinião e poder manifestá-la é garantia constitucional e um direito individual contido logo sob o título: Dos Direitos e Garantias Fundamentais. Na Carta da Nação esses “direitos são garantidos, sem distinção de qualquer natureza”  – IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”; e no – XVI – “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

O fato é que as pessoas têm saído às ruas. São fundamentalmente jovens, mas não só, mesmo tantos, como eu, não o tendo feito, não estamos alheios ao que motiva este movimento. Vejo que a motivação inicialmente alegada como o reajuste de preços em passagens de transporte público, de imediato afloram outras razões subjacentes do descontentamento. Fica evidente que não é uma revolta, mas um grande grito compartilhado dizendo: Oi, não aguentamos mais.

Não aguentamos mais esse modelo, não aguentamos mais as estruturas desse modelo, os que o executam, os que as organizam ou legislam e julgam. A proteção ao lucro, a ganância, a corrupção modelar que grassa em todos os campos.

Desde o começo não foram os pequenos aumentos, mas o entendimento de que o direito à chamada mobilidade, sempre prioriza o individual e não o coletivo, as ruas são para os carros, os “coletivos” são tratados como se fosse um correspondente da categoria gramatical: uma manada! O público é transferido ao privado em concessões, com todas as garantias de lucro, e os interesses protegidos, num formato de legalidade não discutida. Basta ver que o subsídio às empresas que detêm o “direito de explorar” é feito no quantitativo transportado. Não importa como e em que condições. Pessoas não são tratadas como tais; animais levados em gaiolas para o abate são transportados com menor desconforto.

Teria de haver o contraponto ao subsídio dos cofres públicos por passagem a exigência de um limite máximo de pessoas por ônibus ou vagão. Isto sem tolerância de prazo. A disponibilidade haveria de ser imediata. Há como empregar a informática para conhecimento instantâneo de demanda e destinos.

As vias e as áreas urbanas não sendo pensadas para o coletivo, os de menor poder ou posse necessitam deslocar-se cada vez de maiores distâncias para o trabalho ou demanda dos serviços que não são oferecidos em seus locais ou bairros. Num simples exercício numérico: as pessoas espremidas num vagão ou ônibus poderiam utilizar outro igual e ambos ficariam repletos em pé e assentados, mas guardar-se-ia um mínimo e decente espaço entre si. Hoje nem as sardinhas são tão espremidas na lata! É o mínimo respeito que deve o administrador público exigir daqueles a quem entrega ou concede o direito não de “explorar”, mas de prestar um serviço e obter seu lucro.

Tivesse sido tão só pelo aumento de poucos centavos nas passagens o movimento teria tido razão suficiente para o grito que vinha de muito sufocado e pipocando raramente numa ou noutra ação isolada de ira explosiva. Todos esses usuários têm obrigações e horários e dispendem muita energia, tempo, paciência e tolerância, eles estão dizendo um basta! Somos gente, pagamos impostos, o que estão fazendo conosco? O momento é de fato o mais oportuno, as novas arenas esportivas foram expostas, propagadas e visitadas. O investimento grande vem dos cofres do Tesouro. Houve equivoco nas prioridades dos gastos. O país precisa sim de infraestrutura primeiramente em outras áreas, depois o suntuoso estádio.  É lembrar o “pão e circo” dos imperadores romanos.

No meio dos que pegam seu cartaz sem máscara (sem cara escondida) como o texto constitucional garante, aportam poucos outros – mascarados, baderneiros e praticantes de arrastões e atos de violência – o que em nada muda o sentido e a razão do grito. É por direitos plenos de cidadão que o Brasil saiu às ruas!

Políticos e algum palpiteiro oportunista dizem: – é sem rumo, sem liderança! São jovens estudantes, é compreensível seu arroubo! Não vêm que: não é exclusivo deles, sim do povo; que  são esses partidos, esses políticos, esses interesses é que estão sendo excluídos do ideário dessa massa. Desde o fim do regime de exceção se esperou tolerantemente por essas soluções  que não vieram. Partidos promissores se substituem e apesar de pequenos avanços a decepção e o desengano continuam, assim como continuam a corrupção, o fisiologismo, o jogo de interesses e o acasalamento do poder político com o econômico e financeiro. Precisamos estar atentos para saber identificar manipuladores de qualquer matiz partidário e os verdadeiros leitores desses sinais todos, o povo espera que eles surjam verdadeiros nas várias estruturas da nossa forte democracia.

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Janelas quebradas!

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Acredito que toda e qualquer sociedade se preocupa hoje com o avanço do crime, ferindo a integridade individual ou a própria vida. Os atos de violência são mesmo preocupantes. Se formos refletir mais no tema chegaremos a uma conclusão: grande parte da humanidade tem se pervertido! Inquietamo-nos em indagar como serão os dias das próximas gerações. Os crimes tomam cada vez mais as tintas de crueldade e os criminosos demonstram uma cabal evidência de “desalmados”, de inumanos. A alma não é só aquela parte de nós que transforma o aglomerado de matéria em vivente, mas também lhe confere a essência da Pessoa, distinguindo-nos dos animais, tornando-nos humanos. Confere-nos intelecto e sentimentos, torna-nos além de gregários – seres sociais.

Há que buscar razões e explicações. Não serão leis brandas e não aplicadas que farão elementos, que não encontraram um bom caminho, desistirem e retornarem a um convívio harmônico em sociedade. Também não é a pobreza a porta aberta para uma marginalidade social. O crime se organiza, acumula fortunas, estrutura-se como um poder paralelo desafiando e em muitos sentidos levando vantagem sobre o Estado. Vejamos as louváveis ações de combate ao crime levadas com certo êxito na Cidade Maravilhosa. O Estado entendeu que deveria estar presente nos morros, não só com as denominadas Unidades Pacificadoras. Hoje ainda não passaram mil noites e o que vemos? À plena luz do dia, com registro de sistemas de imagens de segurança o crime mudando de endereço daquela cidade, buscando outras, interiorizando-se. O uso e o tráfico de drogas é o que alimenta e arma este poder. O retorno a um convívio sem tanto medo em sociedade, passa por vencer estes dois obstáculos. Em grandes e pequenas cidades, aglomerados urbanos Pessoas se transformam em farrapos humanos e são capazes de atrocidades revoltantes. Basta relembrar noticiários recentes: moradores de rua (em função do crack) se matam e são mortos por um nada.

A banalização da violência em sua última consequência permeia um grande contingente da população: São Paulo, jovem caminha do ponto de ônibus para sua casa; ao entrar nos portões de seu condomínio é assaltado. O individuo, também um jovem, exige que lhe entregue o celular. Pelo próprio susto do momento, hesita, mas logo entrega e sem esboçar qualquer reação é alvejado por um tiro na cabeça e morre.  Outra notícia: Dentista é queimada viva  por ladrões em SP. “A dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza foi queimada viva dentro de sua casa por um assaltante em São Paulo. O crime bárbaro foi cometido pelo fato da dentista ter somente R$ 30,00 em sua conta bancária”. Eis o primeiro parágrafo síntese do relato. Em seu consultório, onde ocorreu o crime, nada tinha! Crianças esquartejadas em seguida de violência sexual! Encerro com os exemplos por não querer transformar o assunto em crônica policial ou do crime.

janela quebradaHá uma teoria Brocken Windows que pode, a meu ver, trazer um pouco de luz ou explicação desses tão graves desvios de conduta. Trago aqui uma síntese dela. Levantada primeiramente por Philip Zimbardo em 1969. Colocou ele um carro velho e enguiçado no Bronx, um outro em igual estado de conservação em Palo Alto, Califórnia. Características sociais de Bronx – bairro habitado por afrodescendentes, latinos, porto riquenhos, albaneses; em suma – os pobres, com gangues locais. Palo Alto – localizado perto de mansões hollywoodianas, os ricos e de bem. Ambos os carros, não traziam suas placas, identificando evidente abandono. O que aconteceu? Em 10 minutos depois de “abandonado” o carro do Bronx começou a ser depenado. Alguns dos “vândalos” eram pessoas de bom traje e de pele clara. Em 24 horas  nada mais havia no carro que pudesse ter algum valor; seguiu-se uma destruição aleatória, os vidros foram quebrados e as crianças brincavam nele.  Em Palo Alto durante uma semana o carro não foi tocado. Então o pesquisador, com uma marreta deu alguns golpes no carro. Não decorreram horas e logo os passantes acabaram por destruí-lo. Mais uma vez, eram os “vândalos” bem vestidos e brancos na grande maioria dos que assim agiram.

No primeiro carro destruído houve uma depredação com retirada daquilo que pudesse ter algum valor, seguido de sua destruição. No segundo: enquanto restava uma discreta aparência de cuidado não se tocou. Bastou ficar evidente o descuido e abandono para que por pura diversão fosse o carro revirado e destruído.

Verificou-se também em outros estudos que uma casa fechada por muito tempo, se se quebra um vidro em sua janela e é logo reposto mantem-se ali. Não havendo reposição ou reparo, pouco tempo depois aparecerão outros vidros quebrados e mais ações de vandalismo, não importando tanto o padrão da vizinhança.

Sabe-se de um típico exemplo de aplicação dessa teoria e a consequente queda da criminalidade em Nova York depois dos anos 90 para cá. Coseguiram  isso com uma presença maior do poder do Estado, na prevenção do crime, com a polícia em rondas a pé, com a limpeza e conservação dos espaços públicos.

Para o nosso país eu ainda acrescentaria a presença de bons serviços do Estado e acessibilidade a eles principalmente na educação. As escolas em tempo integral são o ponto fundamental para a solução desse mal, como também o é a oportunidade de profissionalização e lazer. Caso contrario vamos nos bestializar, desumanizar.

 

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Saúde, seu dia mundial!

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A Organização Mundial da Saúde OMS dedica o dia 07 de abril para um alerta a todos nós sobre temas da Saúde, nesse ano 2013 a chamada é para a hipertensão arterial.

oms imagemLembra OMS: um em cada 3 indivíduos adultos de nosso planeta padece de hipertensão arterial. Esta doença, no ano de 2008, foi causa direta de mais de 17, 3 milhões de  óbitos no mundo – 30% do total das mortes ocorridas nesse ano. Esclarece que 80% das Infartos do miocárdio  precoces e AVC podem ser evitados. O quadro é mesmo de alarmar, continuando nestas bases de dados estatísticos no ano 2030 –  que não está assim tão distante – mais de 23,3 milhões de pessoas poderão morrer por esta causa.

Todos temos noções de que este quadro é mesmo sombrio, difícil é admitir que individualmente nós possamos ser sua vítima; é um compreensivel mecanismo de defesa esse nosso de não dar ouvidos ou de tapar os olhos. A avestruz é tida como mestra nessa arte e por vezes o perigo passa, mas mesmo sem ver pode ser atropelada!

Então o que fazer? Neste nosso mundo conectado, com tanta informação boa, tanta gente bem intencionada trazendo esclarecimentos e conselhos, semelhantes ao que aqui encontra, uma atitude de avestruz  é inconcebível.

Aqui mesmo resumidamente apresentei uma síntese do que fazer. Um dado importante: deixar de fumar é uma das medidas higiênicas mais salutares no que tange a diminuição do risco de doença cardiovascular (infarto e AVC), reduzindo esse risco pela metade logo após o primeiro ano de parar de fumar.

Para aqueles que necessitam mais argumentos, suscintos de que o exercício físico do simples caminhar é um bom hábito a ser ser reaprendido, indico 42 razões para andar.

É necessário abolir o álcool em excesso, pelos grandes danos que causa em todo nosso organismo (cirroses, pancreatites, doenças neurológicas, hemorragias digestivas, varizes esofágicas, desnutrição por deficiência metabólica, câncer de variados órgãos, por exemplos). Todavia, são inúmeros os estudos que identificam no vinho propriedades muito benfazejas aos vasos e coração. Não é sem razão que  em todas as linguas quando brindamos com algum vinho ou bebida espirituosa usamos termos correspondentes ao nosso SAÚDE!

Brindemos então.  S A Ú D E  

vinho brinde

 

 

fonte: OMS, campanhas mundiais de saúde em http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2013/es/index.html

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vejam os homens

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A bem da verdade, não é preocupação desta página ter caráter noticioso, mas sim informativo. Hoje, no entanto, me deparei com uma notícia preocupante em vários aspectos. Vem de Moçambique. Todos sabemos das múltiplas dificuldades do país e de seu povo. É preciso que as autoridades de lá se atentem para o que ocorre, como alerta o conservacionista nessa entrevista que transcrevo na sua integridade e os devidos créditos. A opinião pública também, não só moçambicana, deve atentar e se mexer para que isso não se perpetue. Para isso é fundamental que se pare de permitir o comércio do marfim. Me pergunto, é mesmo ele fundamental para a existência de algum humano? Ou tão somente do elefante!

Parem de vez com essa matança. O seu comércio ganancioso, corrupto e corruptor tem de ser combatido por organismos internacionais, como o das drogas.  Acompanhem aqui o texto.

Em apenas dois anos: Furtivos abateram 2500 elefantes no Niassa.

Escrito por Ricardo Sousa   26 de fevereiro de 2013 em Notícias de Moçambique

A Reserva do Niassa perdeu nos últimos dois anos, (2011-2012), cerca de dois mil e quinhentos elefantes, devido à caça furtiva. A matança ocorreu igualmente no Parque Nacional das Quirimbas, em Cabo Delgado, onde se estima que em média são ilegalmente abatidos cento e vinte elefantes por ano, segundo o CTV.

A informação foi avançada ao jornal Notícias pelo antigo diretor de conservação do Parque Nacional da Gorongosa, o conceituado médico veterinário, Carlos Lopes Pereira, que recentemente visitou aquelas duas áreas de conservação da biodiversidade, da região norte do país.

Segundo Lopes Pereira, se o país continuar a registar os atuais índices de caça furtiva, em cinco anos, populações de elefantes, búfalos e de outros grandes antílopes, poderão atingir níveis de extinção.

“O que vi e conheci no Niassa e nas Quirimbas indica um caminhar para a total destruição do património faunístico do país, se não tomarmos medidas firmes para impedir esta catástrofe”, frisou a fonte acrescentando que a caça furtiva na Reserva do Niassa, em particular, não somente gera impactos negativos sobre a biodiversidade como também no turismo. “O facto de, nos últimos anos, nenhum operador faunístico da província do Niassa ter conseguido abater um elefante, com pontas de marfim pesando o mínimo de 50 libras, (aproximadamente 23 quilogramas), conforme o estabelecido na Lei de Florestas e Fauna Bravia, é por si um indicador claro do abate indiscriminado daqueles animais”, disse.

No que se refere a outras espécies como o búfalo e outros grandes antílopes não restam dúvidas que os métodos utilizados pelos caçadores furtivos vão contribuir para o declínio e fragmentação das populações a médio e longo prazo, acrescentou Carlos L. Pereira, citado pelo matutino Notícias.

 

Guardas florestais e elefante abatido foram retiradaos os dentes (pontas) de marfim

Guardas florestais e elefante abatido foram retiradaos os dentes (pontas) de marfim

O uso massivo de trincheiras e laços com a ajuda de vedações que se prolongam por mais 1 / 3  de um quilómetro de extensão, prova que a caça furtiva não é motivada pelas necessidades de subsistência das populações, mas sim por objectivos comerciais, sublinhou Lopes Pereira.

Para o conservacionista, o mais correto seria banir totalmente a caça ao elefante, nas coutadas e nas reservas de caça. A medida, segundo ele, levaria os operadores faunísticos a explorarem outras atrações turísticas nas suas concessões e não teriam que inventar desculpas de última hora para os clientes, a quem tenham prometido o abate de elefantes com pontas pesando mais de 50 libras.

De acordo com aquele veterinário, face à escassez de elefantes adultos na Reserva do Niassa e no Parque Nacional das Quirimbas, com pontas pesando o mínimo de 50 libras, operadores faunísticos há que solicitaram às autoridades competentes, autorização para abater animais daquela espécie, com o marfim abaixo do peso exigido por lei. Pela mesma razão, caçadores furtivos abatem elefantes com menos de quatro anos de idade, no Parque Nacional das Quirimbas.

Carlos L. Pereira mostra-se preocupado ainda com o envolvimento de alguns elementos das autoridades da província do Niassa na caça furtiva, direta ou indiretamente, de forma aberta ou a pretexto do conflito Homem/fauna bravia. “ Há meses que me diziam que elementos da guarda fronteira, na província do Niassa, estavam envolvidos nesta prática ilegal. Pedi aos colegas que trouxessem provas inequívocas do seu envolvimento e eles trouxeram. Hoje o próprio comandante da Polícia em Mecula já não consegue negar o envolvimento dos seus homens, porque pudemos demonstrar inequivocamente o seu envolvimento recente, através da entrega de armas de fogo a caçadores furtivos”, revelou.

Guarda Fronteira envolvida no tráfico de marfim

Em Dezembro de 2011, oito elementos da Guarda Fronteira, na província do Niassa, estiveram envolvidos na venda de trezentos e cinquenta quilogramas de marfim aprendido a cidadãos tanzanianos, tendo sido apenas transferidos, ao invés de serem exemplarmente punidos, conforme o estabelecido na lei, que agrava a penalização quando se tratar de membros da autoridade.

O estabelecimento de comandos conjuntos, constituídos por elementos da Guarda Fronteira e da Direção Nacional das Áreas de Conservação, para a proteção de espécies faunísticas e florestais, nas províncias do Niassa e de Cabo Delgado, embora bem-intencionado não constitui um mecanismo viável para conter a caça furtiva no terreno, defende Carlos L. Pereira.

Justifica que o fracasso se deve à ausência de métodos claros de trabalho e da fraca

preparação dos elementos da Guarda Fronteira em matérias de fauna e flora, em relação aos fiscais ajuramentados.

“O envolvimento de militares (especializados) é uma opção, mas tem que ser devidamente enquadrado para se alcançar resultados consistentes. É necessário que eles encontrem no terreno a serenidade e profissionalismo necessários para poderem ser bem enquadrados, encaminhados e sucedidos”, concluiu o conservacionista Carlos L. Pereira, para quem a solução do atual problema passa pela revisão de todo o sistema de fiscalização faunística e florestal, começando pela correta seleção dos candidatos e treino dos fiscais a serem afetos   nesta área.

Em apenas dois anos: Furtivos abateram 2500 elefantes no Niassa.

Escrito por Ricardo Sousa   26 de fevereiro de 2013 em Notícias de Moçambique

Observação : 2500 só os não autorizados, que alimentam o tráfico do marfim. A que número chegariamos  se contados os abatidos em mesmas condições em toda África? Vejam bem, são mais de 3 elefantes por dia que são abatidos nesta forma, para essa finalidade criminosa e só nessa provincia de Niassa. É revoltante!

 

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Conflitante!

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Acompanhando notícias da OMS, observa-se que ela preconiza sempre mudanças de hábitos. Fornece informações sobre melhor nutrição, traz crítica (velada) ao consumismo desenfreado e ao modo enganoso da divulgação e publicidade para alimentos.

Tem surtido efeito: em nosso país começaram proibições de publicidades de bebidas alcoólicas em determinados horários e a sua venda a menores de 18 anos. Assim também outras medidas como a de imagens terrificantes, alertas gritantes sobre malefícios do cigarro.

Não vou entrar na discussão sobre os alucinógenos e entorpecentes. Estes hábitos são adquiridos por uma decisão individual, movida talvez por desejar ou buscar uma pretensa felicidade, um devaneio ou “viagem” a um mundo fantástico. Desencadeado tanto pela busca desse sonho fantasioso da pura fruição do momento prazeroso, como empurrado pela fuga dum mundo visto e sentido como perverso.

Vou ater-me em analisar alguns aspectos daqueles hábitos gerados por necessidades vitais: a busca do alimento. Com o tempo e usos esses foram sedimentando constituindo um fundamento cultural; são distintivos de povos e nações. A evolução e a prosperidade da humanidade trouxe o acúmulo de bens. A defesa dos celeiros e dos campos de plantio e cultura geraram muitas guerras e a expansão de alguns povos e o domínio sobre outros.

Como referência trago a figura lendária de “El Rei Dom Sebastião” (século XVI) “desaparecido” na batalha de Alcacerquibir.  – caravela e a Cruz de CristoPortugal em franca expansão de seus domínios, com interesses mercantis  e presença no norte de África através das fortificações para defesa de seus navios e mercadores, investe avultado recurso para montar um forte exército e ali expandir seu comércio e zona de influência. O império otomano também avançava no Marrocos. O rei português pretendia ter o controle do comércio de víveres e outros bens, além do ouro, o açúcar da Ilha da Madeira, marfim e pigmentos, as chamadas especiarias, nessa antiga rota comercial do Mediterrâneo. O então descoberto “Caminho das Índias” por Vasco da Gama, mostrava-se longo e as viagens dispendiosas.

Com a derrota do grande exército português (04 de agosto de 1578) e seu aliado marroquino,  o jovem e valoroso rei não mais foi visto, nem seu corpo. Com as despesas da guerra,  pagamento do resgate batalha de Alcacerquibirdos cativos de guerra (16 000 soldados) e a morte do rei, que não deixara sucessor, gerou-se um vácuo de poder e grande embaraço no quadro político da Metrópole. Logo anos depois Portugal é dominado pela coroa espanhola por 60 anos.  

Este preâmbulo fica aqui justificado, porque corresponde ao início da formação de nosso país e nacionalidade, e é ilustrativo do velho ditado “farinha pouca: meu pirão primeiro”!

Uma constatação: em nossos dias nunca no mundo consumiu-se tanto alimento (per capita). A produção dos mesmos continua sendo cada vez maior, mais eficiente e mais tecnificada. Para tudo há fiscalização.

aumentamos o tamanho das nossas porções e ganhamos peso

aumentamos o tamanho das nossas porções e ganhamos peso

O afã da busca da chamada qualidade, do melhor índice de produtividade (esquecidos os do desperdício em toda a cadeia de produção e consumo). Isto determinado pela competição, pela vantagem, pelo marketing.

O cultivo de subsistência, ou comunitário, reduziu-se aos recônditos inacessíveis à fiscalização ou a pequenos aglomerados ou grupos de retomada de consciência que evitam os agrotóxicos e adubação química.

Com isso a saúde pública teve alguns ganhos, no desparecimento ou na drástica redução das infeções, das contaminações.

O porco ganhou “status” e passou a ser suíno.  Sua carne já não é mais o vetor das cisticercoses e teníases. Feita a toalete da banha, fica até menos gorda que muitas outras! Toda sua cadeia de produção e abastecimento até ao consumidor final é fiscalizada, garantida,  até mesmo com selo de procedência. O que determina isso, a meu ver,  não é só o interesse pela saúde pública. O que anima esse esforço talvez seja mais a busca da competitividade e da eficiência, para conquista do mercado e maior ganho.

Todos temos culpa. E é preciso mudar.

Todos temos culpa. E é preciso mudar.

As técnicas publicitárias de douramento e maior palatabilidade de todos produtos destinados à alimentação, criam uma necessidade, imoderada. As mentiras não deslavadas, mas bem embaladas junto com outros objetos de desejo e sonhos de consumo, transformam produtos – que nem deveriam ser autorizados por órgãos cuidadores da saúde – em fonte de puro prazer, hábito e vício.

Qual o resultado? –  geração de obesos em todas as faixas etárias. Qual a  consequência? – problemas de saúde pública, endemias, já não parasitárias ou infeciosas. Uma turba de deseducados em alimentação, de viciados, sem temperança. Ai incluem-se os “fast-food”, os achocolatados e as guloseimas super adocicadas,  as papas, os suplementos de alimentação infantil, etc. Estes últimos começam a ser introduzidos desde bebezinho – “há que ser docinho para ter sabor”, se não ele não vai gostar!

Pode até ser saboroso, mas o exagero o torna prejudicial

Pode até ser saboroso, mas o exagero o torna prejudicial

Ou aquelas outras guloseimas com excesso de sal, que também levam ao desequilíbrio do sentido do paladar. A criança passa a conhecer e a apreciar o que o acostumaram e ensinaram-no: o sabor do adocicado, do sal. O verdadeiro sabor do alimento é camuflado. Nunca será aprendido, nem degustado.  Esta é a fase mais importante de nosso aprendizado em comer, em nos alimentar. Há mães que acrescentam açúcar na banana amassada!

A nossa conversa teve inicio com algo a ver com as especiarias e seu comércio, pois bem, os temperos são todos usados em pequeninas proporções e ainda: todos eles têm uma ação facilitadora da digestão dos mesmos, além de mudar um pouco o aroma e dar maior palatabilidade, despertando assim maior desejo pelo alimento.

No viés dessa compreensão, surge e é publicada em maio de 2006 uma portaria normativa interministerial, a de número 1.010 “Institui as diretrizes para a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes públicas e privadas, em âmbito nacional.” Nos seus considerandos reconhece que ainda pode haver desnutrição e é necessário o seu combate, mas também que o perfil epidemiológico da população tem mudado, aumentando as doenças crônicas com proporção alarmante de obesos especialmente entre crianças e adolescentes; estas passíveis de ser prevenidas a partir de mudanças nos padrões de alimentação, na luta contra o tabagismo e estímulo da atividade física. Identifica e fundamenta que o nosso padrão alimentar é densamente calórico, rico em açúcar e gordura animal e dieta reduzida em carboidratos complexos e fibras.

é preciso contrabalançar!

é preciso contrabalançar!

O documento legal estabelece as diretrizes de um programa de Alimentação Saudável nas Escolas tanto na rede pública quanto privada. Reconhece que esta é um direito humano e deve compreender um padrão adequado às necessidades biológicas, sociais e culturais dos indivíduos em cada  fase de sua vida. Estabelece os eixos dessa educação alimentar e nutricional, estimula a produção de hortas escolares! O dispositivo legal é completo e ainda insere nos demais processos de aprendizagem o tema e conteúdo de Alimentação Saudável. Interdita a venda ou fornecimento de produtos com alto teor de açúcar livre, sal e gorduras trans.

O próprio documento afirma que é uma medida para busca de adequação a parâmetros da OMS. A Portaria conjunta dos Ministérios da Saúde e Educação é em tudo louvável; preventiva, a atitude da norma. alimentacao-saudavelEsperamos é que – se tudo isto é reconhecidamente maléfico para a saúde pública – a medida venha a atingir também fora dos muros escolares. As crianças e jovens não passam a vida lá. Os demais, não escolares, têm direito aos serviços e cuidados do Estado. Porque permitir a divulgação, a comercialização, a produção daquilo que é sabidamente não saudável? É contraproducente com o objetivo da educação alimentar.

Nossos hábitos alimentares já estão por demais desencaminhados, e mudança só será conseguida com medida legal semelhante estendida a todos. As crianças serão objeto de atenção num período do dia, mas logo serão bombardeadas com rótulos chamativos de produtos nas gôndolas dos mercados, com excessos de coisas perniciosas a saúde num longo prazo; bombardeados com peças publicitárias muito bem produzidas e indutoras do consumo daquilo que a escola restringe.

agrada aos olhos, é equilibrado, é saudável

agrada aos olhos, é equilibrado, é saudável

Por sua vez a mobilidade ocorrida – em bom tempo das classes sociais – leva à busca dos padrões de consumo da sua nova posição na estratificação econômica e social. O E.C.A protege a criança e o adolescente das “palmadas corretivas” que bem fizeram a mim e a outras tantas gerações, mas não cuida deles nos malefícios – quase sempre permanentes – causados pelos erros alimentares.

Conflitante, não?

 

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AIDS / HIV, dia mundial!

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Hoje dia mundial de combate à AIDS!

Tantas vezes foi alertada a opinião pública sobre este importante tema e importante data.

Já com um conteúdo menos alarmista, manchetes dos telejornais evidenciam grandes avanços. A saúde pública em nosso país é disso participante. As grandes campanhas de tratamento surtiram efeito. A sociedade também se organizou, mantendo entidades de apoio. A legislação produziu seus atos, alguns excessivamente protecionistas, advindos talvez do peso da consciência por descuidos nas ações básicas de saúde, de décadas  em todas esferas do poder público. Foi como um momento catártico, dos ocupantes do poder e de toda a sociedade. O resultado foi satisfatório, hoje o Brasil em seus programas de combate da AIDS / HIV é tido como exemplar. Parabéns a todos nós por estes mais de 20 anos de luta!

Não estamos isolados no mundo, temos laços de cultura, lingua, origem de nossa missigenação com nossos irmãos angolanos. Vejam parte do que a Agência Angola de imprensa traz em sua edição de hoje, devemos nos solidarizar a eles e aos esforços daquela nação africana.

Diz o texto lembrando o porque da data (não comemorativa, mas de alerta) … “A ideia de dedicar um dia à luta contra a Sida no mundo surgiu na Cimeira Mundial de Ministérios da Saúde de 1988. Desde então, a iniciativa seguiram-na governos, organizações internacionais e de caridades de todo o planeta. 

A comemoração da data tem como objectivo despertar os estados, os governos e as sociedades civis das nações, ante o perigo que o flagelo representa, tendo em conta a natureza da infecção e a capacidade da sua rápida propagação entre as populações e as comunidades. 

A reflexão em torno da efeméride remete a sociedade para o incremento de acções multiformes e a todos os níveis, que visam atenuar o impacto da pandemia entre as populações, sobretudo as mais carenciadas”.

Lembra ainda que 75% das mulheres e 85% das crianças em todo o mundo que padecem de AIDS/SIDA se encontram no continente Africano. Depois de relacionar várias políticas de enfrentamento do problema de saúde por aquele país, conclui e exorta: …. “Ao longo dos anos, foram efectuados alguns progressos na luta contra a pandemia na nossa Região.  

Fizeram-se investimentos financeiros consideráveis na resposta ao VIH/SIDA, medicamentos e outros produtos a preços acessíveis passaram a estar disponíveis a todos os países, foram alargadas abordagens inovadoras de prestação de serviços, o activismo deu maior visibilidade à epidemia do VIH/SIDA e as comunidades têm estado na linha da frente da resposta”. 

Mostra os progressos tidos com divulgação de dados oficiais: “… uma redução no número de casos de novas infecções por VIH em 22 países da Região Africana da OMS. Em 2011, quase 6,2 milhões de pessoas estavam a receber tratamento na Região, em comparação com apenas 100 000 em 2003”. …. “o aumento do acesso ao tratamento para o VIH reduziu o número de pessoas vítimas de causas relacionadas com a SIDA. Calcula-se, em 2011, que terão morrido menos 500 mil pessoas por causas ligadas à SIDA na África Subsariana do que em 2005, o que representa uma redução de 31%.  

Os progressos realizados até ao momento foram possíveis graças a uma resposta individual e colectiva de todas as partes interessadas. 

No entanto, é preciso fazer mais se quisermos alcançar a nossa visão de tratar todas as pessoas afectadas, minimizar as mortes relacionadas com a SIDA e reduzir de forma significativa o impacto da epidemia. 

É preciso intensificar e alargar a prevenção do VIH em todos os países, para incluir a promoção da saúde, aconselhamento para a alteração de comportamentos, testagem do VIH, uso de preservativo, circuncisão masculina, eliminação da transmissão vertical e transfusões de sangue seguras”.

Ainda há muito a caminhar para a erradicação dessa doença no mundo. A ciencia tem evoluido, já se consegue um bom controle da mesma, educação e medidas preventivas, têm sido comprendidas pelas pessoas e poderes públicos. Acredito que historiadores futuros considerarão a doença universal um divisor como importância, antes da AIDS  e depois da AIDS, como ocorreu com a sífilis na Europa após os descobrimentos no seculo XVI.

Que Deus nos segure em suas mãos e dê longa existência a todos os humanos!

Eis aqui os dados de acesso a esta fonte, em que poderá também outras notícias sobre o tema naquele pais.  URL http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/saude/2012/11/48/Hoje-Dia-Mundial-Luta-contra-Sida,435f5c05-f695-4461-9105-1c53111b0d91.html

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Prematuramente!

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A notícia mais surpreendente nesta semana foi do ocorrido em Águas Lindas, Goiás, no entorno de Brasília quando em 15 de novembro houve um assassinato violento. Nele duas vítimas. O de estarrecer não é só a violência, por vezes banal, quase sempre ligada à degradação social com o consumo e tráfico de drogas. Uma das vítimas: uma garota de 12 anos de idade, baleada e não sobrevive, estando grávida de 8 meses, é levada a um hospital e os médicos, num gesto heróico, realizam uma cesariana e retiram seu filho com vida. Pela prematuridade, o recem nascido é levado para o Hospital Regional de Ceilândia. Probabilidade de sobreviver essa criança tem. Até hoje segue internado em UTI, em coma, conforme noticiou a imprensa.
Considerações: a execução da menina ocorreu próximo à sua casa. Executada por quem? Cabe à policia investigar e à justiça julgar. O motivo do crime, pelos primeiras impressões: uma menina se estudando, por certo ainda no ensino fundamental, não teria ainda tido tempo de vida para ela própria ter causado mal, descontentamento, raiva, ódio, em qualquer outro vivente, para um alegado motivo de execução.
Tão somente a banalização da vida pode levar a isto. Ainda o contexto social, onde se tem a perda de valores, a falta de formação e de escola. Como conceber uma menina de 12 anos estar gestante e gestante no oitavo mês! engravidou muito proximo se não aos 11 anos. Mal chegada a puberdade, organismo ainda não completamente formado para uma gravidez.
Este municipio, sua comunidade deve ser um celeiro repleto para estudos. Um ótimo campo para estudiosos do tema. Mas antes mesmo que se debrucem e redijam teses com suas conclusões é urgente agir. Não vejo outro caminho a não ser a educação, formal, a escolaridade obrigaatória, de qualidade, de preferência em tempo integral, onde estas crianças encontrem os caminhos do saber e do conhecimento, podendo ser-lhes fornecidas outras opções que não as do descaminho e morte de graça e prematura.
E o prematuro sobrevivendo, não verá sua mãe menina.

Francisco Sales

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a tarefa

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A vida é muito curta para se beber vinho muito barato

Esta uma frase que vi recentemente em casa de um jovem casal.

Nela vejo como lembrete de que poucos são nossos dias sobre a terra e que enquanto estamos aqui, nosso interesse deve estar nas coisas melhores, mesmo que tenham um custo a mais. Não vejo como um convite à embriaguez. Não é cultuar a Dionísio.

O bom vinho, tem paladar, auxilia no metabolismo e melhora a função cardíaca e vascular, teria efeito benéfico na redução do mau colesterol, o LDL. Veja bem, para não ficar no desmedido conselho: com moderação!  digo, não mais que uma taça!

Com essa taça de bom e generoso vinho, brindo a todos que visitam este “website”. Agradecendo o Autor da vida! Agradecendo sua visita por aqui.

Espero tranquilo, sem competição, que estas páginas possam trazer dicas e orientações, para que aproveitando a vida sejam nossos dias acrescentados, se nós nos cuidarmos! Sem excessivo rigor e sem culpa.

Tudo tem seu preço.

Aprecie e aproveite!

Equilibre e harmonize. Isto faz bem.

boasaudeonline

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