recomendações de especialistas

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Trago aqui para informação de todos os praticantes e para aqueles que estão ainda por cumprir lista de intenções de começo de ano. Que se animem e o façam. Estes textos encontram-se na edição on line de Veja http://veja.abril.com.br/

São textos de especialistas interessados no bem estar de quem quer manter-se ativo. Um deles tira algumas dúvidas com explicações sobre o desconforto que incomoda a muitos que começam reiniciam atividade física.

Agora é Verão no nosso país, é preciso ir ao sol e captar mais energia e calibrar o estoque da vitamina D tão necessaria, leiam estes bons e instrutivos textos.

Atestado médico: luxo ou necessidade?

(Foto: Thinkstock)

Foi promulgada recentemente em São Paulo uma lei que isenta as academias de exigir apresentação do atestado médico de seus alunos. Em lugar do exame, o praticante terá apenas que responder a um questionário (Par-Q) sobre seu estado de saúde.

Apesar de entender que a obrigatoriedade do atestado médico possa ser um obstáculo para alguns praticantes, honestamente não vejo como iniciar um programa de atividade física sem que haja uma avaliação médica.

O PAR-Q é um questionário confiável?

Alguns colegas da área da saúde argumentam que o PAR-Q é um questionário confiável, que serve para uma pré-avaliação daqueles que realmente precisam de avaliação médica. Será?

Uma revisão sobre o PAR-Q, publicado pela Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, entende que não, ou seja, a ferramenta possui baixo grau de confiabilidade. Eu também sou cético quanto a este instrumento, dado sua alta subjetividade. E há pessoas que não tem muita sensibilidade ao corpo, sem falar naqueles que omitem informações justamente para não serem “reprovados”. Por último, há diferenças muito importantes quanto às restrições e cuidados para diferentes grupos de praticantes, como nos grupos exemplificados abaixo:

  • – Hipertensos (muitos nem sabem que apresentam hipertensão);
  • – Obesos;
  • – Diabéticos

Todos nós sabemos da importância de um acompanhamento médico e da repetição de exames clínicos, pelo menos anualmente. Então não haveria problema, se todos adotassem essa prática. Ou será trabalhoso demais realizar uma avaliação médica anual?

Revisão: Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q) Physical Activity Readiness Questionnaire (PAR-Q)
 
Fonte: – Leonardo Gomes de Oliveira Luz, Paulo de Tarso Veras Farinatti. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício – Volume 4 Número 1 – janeiro/dezembro, p.43-48,  2005.

Por Renato Dutra

Cãibras: é possível evitá-las?

(Foto: Thinkstock)

Um fenômeno que atinge entre 30 e 50% dos esportistas e praticantes ocasionais de atividades físicas, a cãibra é uma contração muscular involuntária e que causa dor. Em boa parte dos casos, ela ocorre em decorrência do exercício e impede o indivíduo de continuar na atividade. Quem já não assistiu a um jogador de futebol cair no chão durante uma partida, por exemplo? Sim, a cãibra ocorre até mesmo em atletas profissionais, cuja condição física é bem acima da média.

Mas afinal, é possível evitá-las? Para responder a essa pergunta, é preciso antes entender melhor a cãibra.

Onde ela é mais frequente?

A região mais atingida pelas cãibras é a das panturrilhas, seguidas pelos pés e pelos músculos posteriores da coxa.

Qual a sua causa?

É comum atribuir o fenômeno à desidratação e/ou perda de eletrólitos (sódio, potássio, etc.). Não há, porém, comprovação científica disso. Estudos indicam que o histórico familiar, episódios anteriores de cãibra, aumento da intensidade ou duração do exercício ou condicionamento inadequado para praticar a atividade estão associados à ocorrência das cãibras. Apesar de não haver evidências acerca da desidratação e perda de eletrólitos, esse quadro provavelmente aumenta o risco. Muitos maratonistas e triatletas, por exemplo, sofrem o problema no terço final das provas, justamente quando já perderam muita água e minerais através do suor.

Como preveni-las?

Uma revisão publicada em janeiro de 2013 no Exercise and Sports Sciences Reviews, mostra que o principal mecanismo desencadeador da cãibra é a fadiga. Então o melhor “remédio” para preveni-la encontra-se em:

– Estar bem preparado para realizar suas atividades físicas;

– Evitar entrar em exaustão, um quadro que eleva consideravelmente a chance de desenvolver cãibras.

Parece bem fácil evitá-las, certo? Portanto, procure orientação profissional para evitar exageros durante os exercícios. É a melhor forma de escapar do quadro.

Fonte: MINETTO, M.A., A. HOLOBAR, A. BOTTER, and D. FARINA. Origin and development of muscle cramps. Exerc. Sport Sci.Rev., Vol. 41, No. 1, pp. 3Y10, 2013.

Por Renato Dutra

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Francisco Sales

Sobre Francisco Sales

Médico formado pela Universidade de Coimbra (1974), especialização em Tocoginecologia (TEGO) e em 2003 Especialista em Homeopatia pela AMHB. Plantonista do HMI Goiânia de 1986 a 2013.
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